O ouro, na sua modalidade mais negociada, teve um aumento superior a 2% nesta terça-feira, 10, alcançando novamente o patamar acima de US$ 5.200 por onça-troy. A alta acontece após um aumento nos preços do petróleo no início da semana e comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo um término rápido do conflito no Irã, o que provocou queda nos preços do petróleo.
A perspectiva de uma política monetária menos rígida do Federal Reserve (Fed) para conter a inflação favoreceu o ouro. Como consequência, o dólar, moeda na qual o ouro é cotado, caiu, beneficiando a commodity.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para abril fechou em alta de 2,71%, sendo cotado a US$ 5.242,1 por onça-troy.
A prata para março teve valorização de 6%, chegando a US$ 89,59 por onça-troy.
Segundo analistas do Commerzbank, “o ouro está recuperando valor após Trump indicar um provável fim próximo da guerra no Irã”. Eles explicam que isso se deve principalmente a uma diminuição nas expectativas de aumento das taxas de juros, que tinham subido anteriormente por preocupações com a inflação causada pelo aumento dos preços da energia.
Marc Ostwald, economista-chefe da ADM Investor Services, comentou em entrevista à Barron’s que, se as tensões se agravarem, espera-se que o preço do petróleo suba e que as taxas de juros sejam mantidas. Ele acrescenta que taxas de juros elevadas por um longo período poderiam pressionar o preço do ouro para baixo.
Em outro destaque, o banco central da China continuou a aumentar suas reservas em ouro pelo 16º mês consecutivo em fevereiro, elevando suas reservas totais para 74,2 milhões de onças, conforme dados oficiais divulgados.



