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Domingo, 08 de Março de 2026, 15h:53 - A | A

DIA DA MULHER

Elas soldam, dirigem e transformam: as mulheres que conquistam espaço na mineração de ouro

Histórias mostram como colaboradoras da Fomentas Mining Company quebram barreiras

Da Redação

Na rotina intensa da mineração de ouro, onde caminhões gigantes desbravam estradas de terra e equipamentos operam em alturas que impressionam, histórias de coragem e determinação também são moldadas diariamente. Em um ambiente historicamente dominado por homens, mulheres vêm ocupando espaços, conquistando respeito e transformando a cultura organizacional do setor mineral.

Na Fomentas Mining Company, essas trajetórias ganham rosto, voz e significado. A presença feminina em áreas operacionais, técnicas e estratégicas reflete não apenas a busca por oportunidades individuais, mas um compromisso institucional com a igualdade, a diversidade e o desenvolvimento humano.

Gessica de Lima Oliveira, 29 anos, é motorista de caminhão na Buriti Mineração. Natural de Santarém, no Pará, ela é mãe de dois filhos e carrega no olhar a firmeza de quem aprendeu cedo a não se calar diante das injustiças. Há sete meses na empresa, Gessica descreve com orgulho o caminho que percorreu até assumir o volante de um dos maiores equipamentos da operação.

Antes de chegar à Fomentas, viveu experiências marcadas pelo preconceito. Em sua primeira oportunidade na mineração, enfrentou humilhações e comentários desrespeitosos por parte de colegas homens. “Diziam que a gente não sabia encostar a máquina, que estava fazendo tudo errado. Mas eu recebia elogios dos operadores. O problema era que alguns motoristas não aceitavam ver mulher se destacando”, relembra.

Hoje, ao falar do ambiente que encontrou na Fomentas, o tom muda. Ela destaca o respeito da equipe e a valorização do seu trabalho. “Eu me sinto muito bem. É uma área masculina, mas eu sou capaz de fazer e faço. Um erro nosso pode ser fatal. A gente trabalha com altura de 70 metros, então precisa de muita habilidade e atenção. Eu me sinto orgulhosa do que faço e quero ficar muito tempo aqui.”

A história de Gessica se soma à de Marize Duarte, 48 anos, natural de Poconé, casada e mãe de quatro filhos. Funcionária da Mineração Santa Clara, Marize iniciou sua trajetória na cozinha, passou pelos serviços gerais e hoje atua como frentista, uma função que exige técnica, responsabilidade e atenção constante.

Ao assumir o novo cargo, sentiu o peso da desconfiança. “Muitos acharam que eu não daria conta”, lembra. O trabalho vai muito além de abastecer veículos: envolve manutenção diária, controle rigoroso da entrada e saída de combustível e conferência técnica dos tanques. “Quando chega combustível, preciso subir para conferir se o óleo está certo. É um serviço que exige muita atenção.”

Com dedicação e competência, ela superou as dúvidas iniciais e conquistou o respeito dos colegas. “Preconceito existe em qualquer lugar, mas hoje sou respeitada. Acredito que as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço na mineração.”

Outra história que representa essa nova geração de profissionais é a de Regiane Arruda e Silva, 22 anos, soldadora que atua há quase quatro meses na mineração Buriti. Natural de Poconé, casada e sem filhos, ela conta que precisou enfrentar desconfianças desde o início da trajetória.

“Quando comecei, muitas pessoas duvidaram de mim. Fizeram chacota, disseram que eu não aguentaria o serviço por ser uma profissão masculina. Mas eu fui lá e mostrei que não é força, é jeito”, relata.

Para ela, a determinação é a principal ferramenta para superar desafios. “Nós, mulheres, precisamos ser resistentes todos os dias e acreditar em nós mesmas. Eu não ligo para críticas. Muitas vezes elas servem para nos fortalecer. Sei do meu potencial e me esforço para ser cada vez melhor.”

Também na área técnica, a engenheira ambiental Luciene Toledo e Almeida contribui para o funcionamento responsável das operações da empresa. Natural de Nobres, casada e mãe de dois filhos, ela trabalha na Fomentas desde outubro de 2024 e atualmente mora em Poconé.

Luciene destaca que, apesar de a mineração ainda ser um ambiente majoritariamente masculino, sua experiência tem sido marcada pelo respeito e pela colaboração entre os colegas. “Sempre convivi com equipes muito profissionais. Nunca passei por uma situação de desrespeito ou preconceito dentro da empresa. Temos divergências como em qualquer lugar, mas sempre resolvemos com diálogo e respeito”.

Segundo ela, o desafio de atuar na área ambiental exige responsabilidade e preparo técnico constantes. “Grande parte do meu trabalho está ligada ao cumprimento de normas, leis e exigências ambientais, fundamentais para o funcionamento do empreendimento. Por isso procuro atuar sempre com muita atenção e responsabilidade”.

Para a engenheira, a presença feminina no setor é cada vez mais natural e necessária. “Ainda é um ambiente majoritariamente masculino, mas esse cenário está mudando. Cada vez mais mulheres estão mostrando que têm capacidade técnica para atuar na mineração. Isso é desafiador e, ao mesmo tempo, muito engrandecedor.”

Essas histórias individuais refletem um movimento maior dentro da empresa. De acordo a gerente de Recursos Humanos da Fomentas Mining Company, Priscila Nunes Lopes, a ampliação da presença feminina é resultado de políticas estruturadas e de uma cultura organizacional que valoriza pessoas acima de estereótipos.

“A empresa adota políticas internas voltadas à inclusão feminina, investe em capacitação técnica e treinamento contínuo, além de garantir condições equitativas de crescimento profissional, independentemente de gênero. Entendemos que diversidade não é apenas um discurso, mas um pilar estratégico do negócio”, afirma.

Ao ampliar a participação de mulheres em cargos operacionais, a mineradora contribui para transformar a cultura do setor mineral, tornando-o mais colaborativo, inovador e seguro. A diversidade de perfis fortalece processos produtivos, amplia perspectivas e reafirma a responsabilidade social como compromisso permanente.

Na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, as histórias de Jessica, Marize, Regiane e Luciene simbolizam muito mais que conquistas individuais. “Elas representam mulheres que dirigem máquinas, operam equipamentos, cuidam da gestão ambiental e, acima de tudo, conduzem mudanças profundas em um setor essencial para o desenvolvimento econômico”, finaliza Priscila.

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(65) 3345-1469

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