Arqueólogos identificaram um anel romano de ouro com cerca de 2.000 anos durante escavações realizadas no noroeste da Bulgária. A joia foi localizada nas ruínas da antiga Bonônia, cidade que integrou o Império Romano e hoje corresponde à região de Vidin.
O objeto estava enterrado a aproximadamente seis metros de profundidade e pesa cerca de 23,6 gramas. Produzido majoritariamente em ouro, o anel é classificado como um adorno de compromisso conjugal, prática comum entre casais recém-casados no período romano.
Símbolo de status
A peça traz um entalhe central com a representação de um casal e exibe marcas decorativas paralelas nas laterais. Segundo especialistas, esse tipo de acabamento indica fabricação refinada e sugere que o adorno funcionava não apenas como símbolo afetivo, mas também como demonstração de posição social.
Pesquisadores avaliam que o anel pode ter sido confeccionado por artesãos da região, possivelmente na antiga Ratiaria, atual Archar, conhecida na Antiguidade como polo de produção aurífera e de circulação comercial. A hipótese é sustentada pela importância econômica da cidade durante o domínio romano, explica Zdravko Dimitrov, diretor científico das escavações.
Outros achados
A equipe responsável pelo achado trabalha com a possibilidade de que a joia tenha pertencido a uma mulher ligada à elite local. Ao longo do tempo, Bonônia e Ratiaria ampliaram sua função estratégica, deixando de atuar apenas como centros militares e passando a integrar redes comerciais favorecidas pelo rio Danúbio.
De acordo com informações repercutidas pelo UOL, o artefato está sendo submetido a análises laboratoriais e procedimentos de conservação. Após essa etapa, poderá integrar exposições em museus da região.
No mesmo sítio arqueológico, os pesquisadores também localizaram outro objeto relevante, embora de período posterior. A cerca de dois metros acima do ponto onde o anel foi encontrado, foi identificado o selo do estrategista Bdin Vasily, datado de 1003, quando o Império Bizantino retomou o controle da área.
As descobertas reforçaram o interesse das autoridades locais pela continuidade das pesquisas. A administração regional informou que os recursos para as escavações em Bonônia e no entorno da fortaleza de Baba Vida serão mantidos, com retomada dos trabalhos prevista para após o inverno.



